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Na terra das sombras O Prelúdio

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Salmo 102.11, que diz, referindo-se à vida terrena: “A minha vida é como as sombras do anoitecer; vou secando como o capim.. "É importante ainda ressaltar uma definição prática de pecado. O  pecado é um tipo de encantamento, e se apresenta como a mais bela flor  de um jardim, ela se torna exuberante e atraente, totalmente preparada,  construída para te seduzir , entretanto quando você sede a esse  encantamento  e cai em desgraça essa flor que antes bela se murcha. É o  momento que as vendas dos olhos caem e aquilo que antes era belo já não  o é mais, e os seus olhos passam a ver a realidade pura, fria , triste e cruel. Desfacelado e agora julgado  pelo  grande tribunal da auto- consciência plena, somente o perdão te livrará da morte". Geovany Duarte
Quem é você?.. E porque a amo? Sabe o que é sentir se uma poeira cósmica com a responsabilidade do universo nos ombros?  Uma alegria no fim e um ódio no término? Um  Rock pesado a ouvir um sertanejo corno, uma inspiração profunda tocando o superficial das coisas.Não durmo para que o dia não chegue logo é insônia que traz o dia mais rápido, sensação de tempo passando sem estar nele. A quem entenda... Geovany Duarte

Este é o vazio

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Encontro-me na percepção daquela estrada antiga dos costumes, nadando a braços fortes contra a maré dessas novas e tortuosas ondas que carregam multidões cheias de nada e padecentes de essência própria. O mundo está repleto de pessoas vazias filhos da alienação sistêmica e coletiva que sem refletir aceitam e vestem as máscaras para poderem ser aceitos e inseridos em círculos que não os caracterizam, limitando suas existências a meras e repetidas cópias incansáveis de pobres paradigmas, tão pífias e superficiais quanto suas roupas e todas outras modinhas que seguem. Vazios de si e perdidos na perplexidade do eu, cheios de superfluidades, atores da realidade, regidos pelos estímulos retumbante de um coletivo que nada mais é do que um conjunto de outros vazios também clamando por atenção e aceitação. Tolos procurando nos outros aquilo que podem encontrar apenas nelas mesmos.  Geovany Duarte

Esnobou-me

Eu tenho um amor despretensiosa        Ela é linda para alguns e muito formosa        Ela não esnobou-me quando podia como as outras sempre fazem        Todas sem exceção malvadas, mal relacionadas e mal amadas, mal faladas        Quem é ela? É o futuro.

Na eternidade de um breve Instante

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Entre olhares acanhados e leves sorrisos, entre acenos disfarçados e queres indecisos. Na eternidade de um breve instante e na brevidade de uma eternidade, entre a timidez e a atracção escaldante na insegurança e com medo da verdade. Da verdade de ser apenas uma ilusão e ali mesmo morrer ou da verdade de ser uma real paixão, mas que eu não mereça viver. Se sim ou se não, fico sem saber. Mais um dilema do coração que a cabeça se recusa esquecer.

O Fim de tudo

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E quando chegar o fim e não haver mais o que buscar, com quem compartilhar  e com quem rir, quando os resultados forem todos obtidos, quando o caminho for completamente percorrido e estiveres cheio de credenciais e títulos, quando terminar o asfalto e também o combustível do carro, e olhando para o lado se lá ninguém estiver para um abraço, então perceberás que não é tanto o para onde ir, mas com quem vamos, que nunca foi simplesmente o destino em si, mas a jornada do viajante, que o valor nunca esteve no reconhecimento, mas no merecimento, que nunca foram os ganhos, mas, sim, os feitos, que o importante não é o que temos, mas quem temos e quem nos tem, que não é o quão ovacionados somos, mas os corações que tocamos,  as pessoas que amamos, e, finalmente, perceberás que enquanto procuravas pela vida desatento ela te assistia repousada em cada momento.

Somente o Meu Canto

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No meu canto é onde fujo desse mundo assustador, onde me escondo para chorar por toda dor, onde procuro pela existência de  uma gota de amor, onde não preciso fingir bravura assistindo a realidade – um autêntico filme de terror.  No meu canto eu vejo tudo, vejo a hipocrisia dos discursos de paz que fomentam a guerra. Aqui eu lamento por esse mundo, pela ambição do homem que consome o planeta terra, pela impiedade à vida humana que semeia o luto e pelo ódio que nos corações intolerantes essa impiedade gera, pelas disparidades entre os que sobrevivem com menos do que nada e os que esbanjam mais do que tudo e pelas vidas da maioria limitadas pelo prazer e ganância da minoria que sobre eles impera.  No meu canto eu posso despir-me da máscara imposta pela sociedade, posso vestir-me das minhas opiniões sem pôr em risco a minha liberdade. É no meu canto onde encontro consolo e forças para suportar o peso de viver, é no meu canto onde encontro coragem para assumir meus idea...