A Beira de Um Colapso
Carta de Jheniffer 27 anos, em 1953 antes de cometer o suicídio
no norte do Texas.
A Beira de Um Colapso
Tenho um desejo
nobre na alma de chorar e apenas chorar, choro muito de que as coisas nunca
foram como nos queríamos que fossem. Queria que o sol romântico nascesse sobre
nós todos os dias sei que é pedir demais.
Não consigo
muito bem expressar o que passa comigo, sei que minha alma ferve nas lembranças
do passado, de como tudo aconteceu e em pedaços me encontro hoje. Estou vivendo
numa época de que não espero nada de ninguém, um gesto de carinho, um abraço, um
olhar de amor, uma palavra sincera de um amigo, nada, nada não enxergo mais nada
porque não há mais nada.
Jesus Cristo a
quem eu sempre admirei pelos seus gestos de amor, eu o perdi neste meu limbo de
sentimentos obscuros e inexplicáveis, desacreditado pelo fato de que eu o
queria aqui presente como os apóstolos tiveram, mas não sou ninguém, me sinto
ninguém e não tenho ninguém, fracassado em tudo, ao redor de pessoas que me
fazem sentir uma fracassada.
Meu Deus! Estou
à beira de um colapso, desejo o divorcio é odioso como me tratam e não quero
mais reagir a nada, como me fazem sentir um lixo. Assino meu divorcio com a
morte, de todas as vezes que te procurei como meu socorro e você dizia que era
tudo frescura.
“Seu esposo encontrou esta carta e junto o corpo
de Jheniffer morta por enforcamento a 30 km de sua casa debaixo de uma antiga árvore, lugar que ela o beijou pela primeira vez”.
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