Quando não existir mais nada entre nós.




Entre as sorrateiras palavras e risadas despretensiosa
sob uma lua latente e penetrante
deste escalpe inverno frio
nos encontramos de repente.


Não pude fazer um pacto com o tempo ...
e vi como as mãos do relógio ameaçavam lentamente o nosso pôr do sol.
Na memória ofusca e sem gana
Derrotado na impossibilidade de ver seu último olhar...
Aquele em que eu costumava me perder completamente


 A violenta inquietude inquieta do seu espírito, perfila o perfume da sua distância.

No arrepio da sua pele me revirando tudo
Mordo meus lábios e sua boca quente volta
Ressuscitando tudo

Da história tenra debruço sobre o perder tudo
Do perfeito cúmplice abandonado para apodrecer
Confrontei o mundo para depois perder a órbita

Então voltarei para aquele canto, o único que era meu por um dia.

A dor me deixa mais forte ...

E talvez amanhã ... talvez ...eu sorria quando  não existir mais nada entre nós.
                                             Geovany Duarte

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